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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Venha passear na Serra da Canastra!


Vera, numa quarta-feira

Cheia de cachoeiras e perto da nascente do Rio São Francisco, o Cerrado brasileiro tem uma vegetação incrível, que surpreende quem vem pela primeira vez!
Você vai estar num bioma com mais de 150 famílias de plantas, que ocupa 20% do território nacional, num total de 8 estados brasileiros!

Venha conhecer a Canastra com o Zé Mauro da Vila Delfinópolis!
Está na Hora de Conhecer o Brasil!

"...Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar..."

A IDADE E A MUDANÇA por Lya Luft

MUDAR É FUNDAMENTAL! Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível... A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito. Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo. Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas. Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se "mudança". De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos. Mudança, o que vem a ser tal coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu. Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face. Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar. Olhe-se no espelho...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Maria Bethânia e Nana Caymmi - Sussuarana


Suçuarana
fonte: destaquein e wikipedia

A suçuarana habita as regiões Neártica e Neotropical, adaptando-se aos mais diversos tipos de biomas. Prefere áreas florestadas, mas é capaz de viver em ambientes desérticos. Evita áreas urbanas e rurais.

Ainda existe na área do Parque Nacional da Serra da Canastra, algumas espécies oficialmente declaradas ameaçadas de extinção como o lobo-guará (Chrysocyon barachyurus), o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), o veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus), o tatu-canastra (Priodone giganteus), o ouriço-preto (Chaetomys subspinosus) e a janauíra (Speothos venaticus).

Dentre outras espécies notáveis, pode-se ressaltar: a suçuarana (Felis concolor), a jaguatirica (Felis pardalis), o veado-campeiro (Mazama gouazoubira), o tamanduá-mirim (Tamanduá tetradactyla), o bugio (Alouatta caraya), o macaco-prego (Cebus apella) e o sagüi estrela-de-pincéis-pretos (Callithrii p. penicillata).

post by passeios viladelfinopolis.com.br

domingo, 12 de dezembro de 2010

Vegetação da Canastra...

Pouco se fala na beleza da vegetação do Cerrado. Poderíamos brincar dizendo que ele é o irmão feio da Mata Atlântica, mas a verdade, e atenção, ora vos digo a verdade, é que o Cerrado é tão especial e cheio de charme quanto à sua irmã famosa!

O solo é ácido e possui uma baixa fertilidade natural, o que nos faz pensar que o que se vê aqui, quis muito, mas muito mesmo existir, e vai caracterizar uma vegetação com uma força e beleza únicas no panorama brasileiro.

By João de Deus Medeiros (Calliandra dysantha) [CC-BY-2.0 (www.creativecommons.org/licenses/by/2.0)], via Wikimedia Commons


Ipê-amarelo

Os campos cobrem a maior parte do território: gramíneas (vegetação rasteira), árvores retorcidas e arbustos.

Os Cerrados são, assim, reconhecidos devido às suas diversas formações ecossistêmicas. Sob o ponto de vista fisionômico temos: o cerradão, o cerrado típico, o campo cerrado, o campo sujo de cerrado, e o campo limpo que apresentam altura e biomassa vegetal em ordem decrescente. O cerradão é a única formação florestal.



O Cerrado típico é constituído por árvores relativamente baixas (até vinte metros), esparsas, disseminadas em meio a arbustos, subarbustos e uma vegetação baixa constituída, em geral, por gramíneas. Assim, o Cerrado contém basicamente dois estratos: um superior, formado por árvores e arbustos dotados de raízes profundas que lhes permitem atingir o lençol freático, situado entre 15 a 20 metros; e um inferior, composto por um tapete de gramíneas de aspecto rasteiro, com raízes pouco profundas, no qual a intensidade luminosa que as atinge é alta, em relação ao espaçamento. Na época seca, este tapete rasteiro parece palha, favorecendo, sobremaneira, a propagação de incêndios.

A típica vegetação que ocorre no Cerrado possui seus troncos tortuosos, de baixo porte, ramos retorcidos, cascas espessas e folhas grossas. Os estudos efetuados consideram que a vegetação nativa do Cerrado não apresenta essa característica pela falta de água – pois, ali se encontra uma grande e densa rede hídrica – mas sim, devido a outros fatores edáficos (de solo), como o desequilíbrio no teor de micronutrientes, a exemplo do alumínio.

O Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo em biodiversidade com a presença de diversos ecossistemas, riquíssima flora com mais de 10.000 espécies de plantas, com 4.400 endêmicas (exclusivas) dessa área. A fauna apresenta 837 espécies de aves; 67 gêneros de mamíferos, abrangendo 161 espécies e dezenove endêmicas; 150 espécies de anfíbios, das quais 45 endêmicas;120 espécies de répteis, das quais 45 endêmicas; apenas no Distrito Federal, há 90 espécies de cupins, mil espécies de borboletas e 500 espécies de abelhas e vespas.

Até a década de 1950, os Cerrados mantiveram-se quase inalterados. A partir da década de 1960, com a interiorização da capital e a abertura de uma nova rede rodoviária, largos ecossistemas deram lugar à pecuária e à agricultura extensiva, como a soja, arroz e ao trigo. Tais mudanças se apoiaram, sobretudo, na implantação de novas infra-estruturas viárias e energéticas, bem como na descoberta de novas vocações desses solos regionais, permitindo novas atividades agrárias rentáveis, em detrimento de uma biodiversidade até então pouco alterada.

A flor-do-capeta

Foto de João de Deus Medeiros (Calliandra dysantha) [CC-BY-2.0 (www.creativecommons.org/licenses/by/2.0)], via Wikimedia Commons

Durante as décadas de 1970 e 1980 houve um rápido deslocamento da fronteira agrícola, com base em desmatamentos, queimadas, uso de fertilizantes químicos e agrotóxicos, que resultou em 67% de áreas do Cerrado “altamente modificadas”, com voçorocas, assoreamento e envenenamento dos ecossistemas. Resta apenas 20% de área em estado conservado.

A partir da década de 1990, governos e diversos setores organizados da sociedade debatem como conservar o que restou do Cerrado, com a finalidade de buscar tecnologias embasadas no uso adequado dos recursos hídricos, na extração de produtos vegetais nativos, nos criadouros de animais silvestres, no ecoturismo e outras iniciativas que possibilitem um modelo de desenvolvimento sustentável e justo.

As unidades de conservação federais no Cerrado compreendem: dez Parques Nacionais, três Estações Ecológicas e seis Áreas de Proteção Ambiental.

Vamos começar a mostrar aos pouquinhos essa maravilha de paisagem brasileira pra voce!
fonte: IBAMA, foto de João de Deus Medeiros, wikimedia

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